personality test

o.O

Your Results:
Disorder Rating Information
Paranoid: Low
Schizoid: Low
Schizotypal: Moderate
Antisocial: Moderate
Borderline: Very High
Histrionic: Very High
Narcissistic: High
Avoidant: Moderate
Dependent: High
Obsessive-Compulsive: High

Published in: on May 24, 2009 at 10:44 pm Leave a Comment

22 anos, 3 meses e as coisas que aprendi até então.

É engraçado como, ao analisar a vida, acabamos reparando que nossos padrões são formados a partir de coisas que outros nos disseram, que criamos conceitos que não fazem sentido, mas se mantém verdadeiros em nossas cabeças. Que nossos princípios e valores são adquiridos sem, muitas vezes, serem questionados.
Não posso falar por outros, mas me usando como exemplo, vou relatar como creio que estas coisas sejam, ao menos em parte, verdadeiras (ou pelo menos para mim).
Quando eu era criança eu aprendi que ser gordo era feio e que ninguém gostava de você se você não fosse fisicamente perfeito. Todo mundo me disse isso a vida inteira…tiveram piadas a respeito, noites de choro, cobranças eternas, desesperança, infindáveis conversas a respeito do assunto com as mais variadas pessoas…reclamações. Eu lembro de uma vez em que me relataram que uma pessoa de quem eu muito gosto disse a outra:”você sabe que ninguém gosta de gente gorda.”. Naquele dia fiquei pensando o que aquela pessoa pensava de mim…ela devia me odiar.
Por um tempo em minha vida…um curto período, sei lá…um ano ou dois, eu me enquadrei no padrão menina bonita e perfeita…e o que aconteceu? Primeiro: eu fiquei mais fútil. Não pergunte porquê, mas era verdade. Segundo: as pessoas se aproximavam muito mais de mim, sim, mas na realidade nenhuma delas gostava mais ou menos de mim, mas todas, de certa forma, queriam tirar proveito. Estranho, não? Eu lembro de uma noite, quando eu tinha uns 12 anos, em que falava sobre isso e chorava com minha mãe, e ela me disse “quem tiver que gostar de você vai gostar do jeito que você é.” Eu sempre achei que fosse baboseira, mas agora analisando as pessoas que eu realmente gosto, vejo que não poderia ser mais verdadeiro.
Outra coisa que sempre me deixou indignada foi o fato de muitas vezes eu ter me deidcado plenamente a uma amizade, ter dado o máximo de mim, e no final das contas a pessoa simplesmente desaparecer no mundo e nunca mais dar notícias. Lembro de sempre ter estado lá quando a pessoa precisava, mas quando ela não precisava, simplesmente sumia. Isso me deixava triste e com raiva. Mas no final das contas você percebe que, por muitas vezes, em um determinado período da sua vida você se aproximou de alguém que te fez bem, mas quando aquele período acabou, você simplesmente se afastou sem perceber e seguiu em frente. Quando alguém faz isso, não quer dizer que não presta, que é um aproveitador ou coisas do tipo (não na maior parte da vida), só quer dizer que as pessoas, assim como as coisas, as vezes tem um ‘período de validade’ em nossas vidas, e que quando ele acaba, elas seguem em frente. Mas você sempre aprendeu que amizades devem ser eternas.
E quantas vezes você não chorou por amar alguém terrívelmente e a pessoa não dar o menor valor pra isso? Quantas noites você passou se lamentando por estar disposta a largar tudo, a mudar sua vida, sua maneira de pensar e de ser por alguém, por ter feito planos e tudo o mais e no final a pessoa acabar com outra? Bom, guess what, ninguém pediu pelo seu amor…não mesmo. Ninguém tem obrigação de atender as suas expectativas ou de corresponder seus sentimentos…e não é porque as pessoas não prestem, é só porque, muitas vezes, as coisas simplesmente não acontecem. E isso independe de quantos filmes com final feliz você viu por aí.
Tem também aquele segundo passo, onde você quer tanto uma coisa e quando ela acontece, simplesmente não é nada do que você esperava. Você quer tanto estar com aquela pessoa, você quase tem certeza de que vocês vão ser felizes naquele mundinho cor de rosa e…quando a realidade te atinge você se encontra triste…porque esqueceu que o mundinho cor de rosa foi uma coisa só sua, sem ligação aos fatos reais. Mas você sempre aprendeu que as coisas tem que dar certo, e se não derem, você falhou.
Agora uma coisa que acontece comigo com frequência absurda: quantas vezes você quis terrívelmente uma coisa e quando conseguiu simplesmente não soube o que fazer com ela e acabou deixando para trás? pois é…mitas vezes a gente quer só por querer…e depois que conquista, tudo perde o valor e o sentido. Talvez seja porque na verdade você quis uma coisa não pra você, mas pra mostrar para os outros que você era capaz.
Quantas vezes você disse que queria uma pessoa assim, assim e assado, e quando a conheceu, achou ela mala, efadonha e ficou rezando pra alguma coisa acontecer para que você pudesse ir embora? A gente esquece que o real e o imaginário nem sempre se encontram…e normalmente a pessoa assim, assim e assado só serve para atender demandas da sua sociedade, e não suas.
E quando a pessoa ‘perfeita’ aparece e você simplesmente não consegue gostar dela? Será que ela realmente é perfeita para você, apesar de ser perfeita aos olhos alheios?
Ou quando você descreve seus conceitos de vida e alguém conclui que vocês tem tudo a ver, mesmo não tendo nada. Talvez porque os conceitos tenham sido construidos baseados nos mesmo padrões, aqueles que nos dizem desde que aprendemos a falar.
Quando eu era criança eu aprendi que uma menina tem que ter um namorado. É inevitável que as pessoas te perguntem pelo namorado. Ninguém entende se você não estiver com alguém…como pode? As pessoas vivem em uma eterna busca por companhia, por alguém que as complete, que preencha seu vazio existencial, mas dificilmente elas percebem que a única forma de ser completo é estando bem com você mesmo. Ninguém vai preencher o seu vazio existencial a não ser você. As pessoas só aparecem na sua vida quando você está bem com você mesmo, elas vêm pra acrescentar, não pra completar.
Olhando por essa perspectiva eu concluo que: fui uma criança traumatizada, uma pré-adolescente insuportável e rejeitada, uma adolescente absurdamente chata em busca de aceitação, me tornei uma jovem que dá voltas e voltas no mesmo lugar e nunca chega a lugar nenhum…e tudo isso por viver tentando atender os padrões que me foram impostos. Vivi a vida inteira em busca de aceitação e amor. E sempre os tive em pessoas por quem não precisei provar nada, com as quais eu fui simplesmente eu.
Também tem outras coisas importantes que eu aprendi:
não importa o quanto você se rebele ou critique, você sempre vai acabar agindo igual aos seus pais, afinal, eles sempre foram o exemplo, não?
Minhas calças sempre ficam com o cós muito mais alto na parte da frente do que na de trás, e isso é por causa de uma coisa chamada bunda, que nasceu junto comigo, apesar desse fenômeno variar de tempos em tempos (ok, essa foi péssima, mas era só pra descontrair um pouco).
E que, para você concluir todas essas coisas você tem que estar em um lugar distante, como se fosse uma zona neutra, onde você poder analisar tudo por outras perspectivas, de onde pode ter um panorama mais completo.
E tudo isso só pra dizer que eu precisei me afastar mais de 9 mil km de casa só pra concluir o óbvio, daqueles que você encontra naqueles emails piegas que recebe diariamente e descarta com cara de “de novo isso não!”…mas é verdade.
Odeio escrever textos de auto-ajuda..rsrsrs
Agora outra coisa que eu aprendi é que falar é fácil, difícil é agir…e eu aidna não sei como me livrar ou mudar todos esses pré-conceitos concebidos por outros…vai saber!

Published in: on May 4, 2009 at 10:23 pm Comments (3)

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me deixe longe, que este amor não me pertence.
Não quero ver tudo de camarote, não quero sonhar com coisas suas, não quero viver uma vida não minha.
Não pedi por promessas, por rosas falsas, por palavras compradas da boca de qualquer autor.
Garotas nem sempre são magras, altas e lindas, mas nem por isso elas deixam de ser belas e interessantes.
Nem sempre quem escreve um livro quer vender milhões ou vender uma idéia.Mas a idéia de registrar um pensamento para a posterioridade sempre parece agradar a todos.
Nem sempre “eu te amo” quer dizer segurança, muito menos estabilidade.
tudo aquilo que tenho a mão e carrego comigo é um punhado, mas dependendo de quando também pode se tornar um punhal e ferir a tantos com palavras ácidas.
Não, eu não quero namoros de revistas, romances comerciais, família de margarina. Não, eu não quero vivenciar os temores e as angustias pelos olhos de outros que não os meus.
a mim, apenas aquilo que me pertence. a mim apenas aquila parte que conquistei. a mim apenas o meu bocado e basta.
Não procuro eternidade, notoriedade, fama ou reconhecimento indevido. Não, eu não quero ser protagonista de outra história.
Não, eu não quero pensar que aquela felicidade que você vive deveria ser a minha. não quero me arrepender por ter deixado para trás aquilo em que não acreditava. Não, eu não quero me imaginar em outro lugar que não o meu.
Eu quero consquistar meu próprio espaço, e para isso traço esses caminhos, com os mondo girando ininterruptamente sob meus pés, com a cabeça sempre em busca de algo digno de atenção, sempre sozinha em busca do momento exato.
As vezes o momento exato simplesmente não existe. Eu conheci a felicidade, vi ela nos olhos. Acordei e dormi sorrindo todos os dias, ao mesmo tempo que o medo de que tudo aquilo não fosse real me assolava a alma. Então, no momento exato eu entreguei a minha felicidade a sua felicidade merecida. E eu não deixei de ser feliz por isso, mas era diferente.
Não, eu não quero desculpas esfarrapadas, eu não quero desistências, nem segundas chances. Eu sei que nem sempre as coisas acontecem ou dão certo de primeira, mas as fraquenzas tendem a persistir por uma vida. Não, neste momento eu não largaria tudo por alguém, nem mesmo se fosse você.
A vida é feita de oportunidades, por mais que as vezes os momentos sejam inoportunos. É preciso saber esperar, é preciso saber calcular as imprtâncias, qualitativamente falando. De que vale mais, largar toda uma chance de construção por um sonho breve, ou transformar um plano de vida em realidade por um futuro concreto?
Não, eu não quero cartas de amor copiadas. Não quero declarações irremediavelmente exageradas. Eu não quero alguém que largue tudo por mim.
A mim, apenas a atenção merecida. A construção conjunta.O crescimento bilateral. Para mim só aqueles que adicionem, nunca os que estagnam muito menos os que subtraem.
Eu só quero pra mim o que é justo e devido, o que fiz por merecer. Eu não quero viver de sonhos, nem de contos de fadas, nem de todas aquelas coisas bonitas e grandes feitos que nos contaram por uma vida inteira. Eu quero apenas os pequenos gestos carregados de grandes sentimentos verdadeiros. Eu não preciso de juras de amor eterno, de vozes galanteadoras, de mentiras de amor. Eu só quero aquele brilho de olhar verdadeiro, o abraço sincero e a sensação concreta de que o que existe é mútuo e duradouro.

Published in: on April 29, 2009 at 1:24 pm Comments (1)

Delírio

As vezes é melhor não ser sano…ou seria apenas mais fácil? a sanidade prende seus pés ao chão…e eu quero alçar os mais altos vôos a portos longínquos possíveis….
Asas…dizem que são o sinal máximo da liberdade…mas podem elas me levar realmente aonde quero sem derreter ao sol? Sem me perder nas correntes e nos ventos?…Delírio.
Seria a palavra escrita mais válida e verdadeira do que a falada? mas porque? só porque ela fica para a posterioridade para nos recordamos (ou arrependermos) de que um dia já pensamos de tal modo e de que devemos ser sinceros e verdadeiros aos nossos princípios? E qual seria a vantagem de estar sempre preso a um passado escrito? Registros.
Registro meu pensamento como quem registra seus passos na areia…porque meu pensamento é mais fluido do que as marés, ele escorre pelos dedos e foge pelo ar…é intangível e imaterial como…como…como o passarinho imaginário que…que voa pelos céus…vermelhos de Mercúrio!! (ou seria Marte?)…e a mocinha de olhos multicoloridos me encontra e pergunta por seu cão.
Prendo um punhado de tempo em uma ampulheta e prometo que só o soltarei se ele me contar o seu segredo…mas quanta inocência, o tempo não pára só porque está confinando em um vidrinho.
Ah…a criatividade…dizem que você deve deixá-la fluir…mas eu penso, penso e penso…e ela não me leva a absolutamente nenhum lugar além do…Delírio.
Seria o Glen controlado pela Glenda ou a Glenda controlada pelo Glen??
Amor…ah sim, o amor…o quanto falamos e pensamos nele…tudo fruto do Desejo…incrível como perdemos a sanidade e…e…o equilíbrio!! ah sim! Uma vez eu fui ao circo e vi um equilibrista lá no alto da corda bamba…acho que ele nunca amou na vida…
pensamentos furtivos…o local de trabalho se dissolve em um redemoinho branco e tudo ao meu redor se liquefaz…é estranho sentirme como uma criancinha..pequena…manhê, eu quero um doce…doces me fazem mais feliz do que…do que…pessoas! Não…não é verdade!
eu tinha minhas pessoas…eu lembro delas, sim, eu tinha!e nós eramos tão felizes e faziamos bolos e tortas e…a realidade parece mais um delírio do que o próprio delírio! oh Deus!!!
Eu sei que foi pra machucar, eu sei que foi só porque eu sou teimosa e infantil e não quero dar o braço a torcer, mas adimita, foi uma brincadeira divertida e bem planejada…todo mundo riu e colaborou…só você não sabe…as pessoas sempre gostam de sacanear as outras.
Quando eu era mais nova eu costumava chorar por essas coisas…agora não mais. Quando eu era mais nova eu costumava apertar as partes do meu corpo que eu nao gostava até machucar pra ver se elas iam embora…enquanto chorava…hoje em dia…eu continuo não gostando de mim assim, mas pelo menos não machuca mais.
E quanto a você, bobinho, você teve meu coração, minha alma e todos os meus quilos de carne, músculos, órgãos, sangue, cabelo, dentes e unhas desde o primeiro dia…e você sempre soube disso…parece nojento mas na verdade é tão romântico quanto eu posso ser…
E ainda assim, nesse misto de roda-gigante, carrossel, montanha-russa e roleta russa a vida segue…até que um dia você decide atravessar a rua de olhos fechados e…Delírio!

Published in: on April 28, 2009 at 3:17 pm Leave a Comment

Devaneio

…tic tac tic tac tac tic…um incontável sem número de horas passa e eu aqui. Fito esta tela insólita como quem olha sem ver nada…é como se minha visão a ultrapassasse. Um dia moroso…sem sobra de dúvidas. O tempo lá fora continua modorrento…chove…venta…faz frio…um frio inacreditável para essa época do ano…par e penso. Quando era mais nova adorava essas doas palavras com M…moroso e modorrento…sempre buscava usá-las…era como eu sentia minha vida…uma boa definição.
Devaneio…volto a lentidão do meu espaço tempo…é tudo branco…é um turbilhão de paz…não sinto vontade de fazer nada…mesmo sabendo de todas as minhas obrigações. Não…não sinto vontade nem de pensar (e nesse momento começa a ficar difícil escrever em português sem incluir palavras italianas).
Penso na minha casa…nas minhas casas…todas elas. Um cobertos, uma xícara de chocolate quente e um filme…hmmm seria genial…e também poderia ter o…como se chamava mesmo? O pensamento escapa…as idáias vem e vão sem muito esforço. Minha concentração é similar a de um bebê de 4 meses…meus olhos não se fixam no mesmo lugar por mais de 3 segundos. E em nenhum momento surge a empolgação…Será que hoje eu conseguirei…mais um pensamento se vai sem se concluir…acho que nunca o retomarei.
Ao meu redor vejo as pessoas concentradas em seus computadores…o som de teclas e mouses insessante…quando foi que eu devidi que seria assim mesmo?…mudo a página. Agora cairia tão bem um belo livro e um chá quente…mas eu gosto de chá? não me lembro.
E mais um dia se passa em 10 minutos…e mais 10 minutos levam um dia para passar.Logo será hora do almoço…penso na cidade lá fora…nas pessoas com seus guarda-chuvas…no cinza do céu e nas gotas a se precipitar…se as gotas pensssem, no que pensariam? aposto que elas fariam apostas sobre atingir as pessoas e…devaneio…
Ah sim! ele me respondeu…depois de tanto tempo, de tantas tentativas…quem sabe se deva mesmo bater várias vezes na mesma porta e…passou.
Dentro do peito caarrego esse sentimento…penso em seus rostos…suas vozes…lembro de seus perfumes…e…é tudo tão intangível…é quase como se eu pudesse tocá-los..é quase como se eu…mas fica no quase…eternamente quase…até eu esquecer…já se passaram 2 meses e meio…nossa, mas já faz mais de um ano…nossa, mas parece que foi ontem. E o que é que determina o tempo mesmo?
Quando era criança, nunca quis um pônei. Na boca o amargo proveniente do pós-doce…é quase hora do almoço…se eu me esforçar umpouco posso entender o que eles dizem…é quase hora do…minha mchila…tudo está molhado dentro dela…minha agenda…meu passaporte…meu permesso…MEU DEUS ESTÁ TUDO MOLHADO!!…respiro ofegante…devaneio.

Published in: on at 9:50 am Comments (1)

Sentimentos.

De tasnto tempo em que não se sentia inebriada por aquele famoso sentimento, começou a almejá-lo…a pensar em quanto gostava de se apaixonar…de ter alguém sempre em mente. Comelou a lembrar-se das vezes em que tinha um objeto de afeto e…
Repentinamente lembrou-se do quanto odiava estar apaixonada. Do quanto odiava absolutamente tudo naquela situação…odiava sentir toda aquela ansiedade…o frio no estômago, a súbita vontade de vomitar de nervoso, aincapacidade de comer sem ter crises de gastrite…a instabilidade, as expectativas, as horas gastas esperando por um telefonema que nem sempre vinha…as tremedeiras…a falta de saber o que fazer quando a pessoa estava por perto, o suor excessivo nas mãos e no rosto, as risadas estranhas, as piadas péssimas, os comentários infelizes que fazia quando, de tão nervosa, não sabia como reagir.
Não…pensando bem ela não só não sentia falta desse sentimento como o abominava.
Começou a lembrar da tristeza de não ser correspondida. Das lágrimas, das palavras ásperas, do fim dos sorrisos, do fim da vontade de sair de casa…e até mesmo de viver. Da incapacidade de reagir por medo da rejeição…da incapacidade de acreditar que a pessoa adorada pudesse sentir reciprocidade (ou qualquer coisa) por ela, apesar de em seus sonhos tudo parecer perfeito. Do quanto odiava passar horas sonhando acordada com coisas que nunca aconteceriam, e como se detestava por procurar em cada palavra, ato ou gesto algo que confirmasse que seu sentimento podia ser ao menos parcialemnte correspondido.
Conclui, tristemente, que apesar de saber que existem pessoas que gostam dela, não acredita nem por um momento que alguém possa se interessar verdadeiramente por ela. Não vê nada em si mesma…absolutamente nada.
“pelo menos meus amigos me amam…eu não devo ser tão ruim como eu penso!”
“e não é…mas amor de amigo é uma coisa diferente.”
“mas se eles podem me amar…se eles vêem algo em mim, então alguém mais também pode ver…”
“várias pessoas já viram, lembra? e você foi plenamente incapaz de gostar delas…você sempre as considerou repulsivas a esse propósito…pra você, aqueles que se apaixonam por sua pessoa são exatamente como você…sem atrativos suficientes para atrair afeição. Ou pior…pessoas carentes, que não gostam de você por quem é, mas pelo que eles gostariam que você fosse…gostariam de você mesmo se você fosse qualquer outra pessoa…eles só não querem ficar sós…só isso.”
“as pessoas são idiotas por preferirem estar com qualquer pessoa a estarem sós…que falta de amor próprio…elas aceitam qualquer pessoa ao lado delas para não se verem sozinhas…elas fariam qualquer coisa pra ter companhia…elas tem medo de pensar que um dia podem estar só com elas mesmas…”
“verdade…mas e quem é você pra julgar? Você só foca só com você mesma por não suportar tem alguém exatamente como você ao seu lado…você só fica só com você mesma porque é mais fácil negligenciar e negar quem você é do que se ver refletida em outra pessoa…falando em amor próprio, onde está o seu? você nunca confiou em você mesma…porque nunca acreditou que fisicamente você fosse atraente o suficiente, mesmo sabendo que isso não é tudo o que conta. Nunca acreditou que as pessoas pudessem querer ter ao lado alguém com sua personalidade…por achar que não existem outras pessoas com personalidades similares a sua que sejam legais. Sempre viu um milhão de defeitos em si mesma para compreender o porque os outros não viam qualidades em você…sempre tentou justificar sua solidão se colocando defeitos.”

“eu nem ao menos acredito no amor…apesar de saber que ele existe…”
“você só não acredita em amor quando ele deve ser voltado a você mesma…você não se considera amável…só isso. É mais fácil negar totalmente a existência do amor a perceber que você acaba deixando apenas as pessoas que querem tirar proveito de você se aproximarem a realmente tentar fazer algo dar certo por ter medo de não conseguir e se machucar…mas machuca de qualquer jeito, não?”

Conclui que não sabe reagir nem lidar com sentimentos…de modo algum…prefere seguir sem pensar mais no assunto e continuar, ao menos temporáriamente, negligenciar a existência das coisas e viver uma vida superficial…a tentar acreditar em coisas que não vê…que nunca viu.

Published in: on April 20, 2009 at 10:35 am Leave a Comment

Pensamentos dispersos

As horas se arrastam…o pesar de cada minuto que se demora.
Não queria ter acordado hoje, não devia ter saido da cama…parece ser mais um dia daqueles onde as coisas tendem a não se resolver…onde tudo pende para o lado errado.
Ela se sente estranha…gostaria de ter alguma reação…de gritar, sair correndo, quebrar alguma coisa, chorar até não poder mais…mas não, ela sabe que nada disso solucionaria qualquer problema…talvez a fizesse sentir melhor…talvez ajudasse a aliviar as tensões. Mas apesar da aparente falta de reação, ela sabe que, de alguma maneira, está reagindo a crise. Apesar de se entregar por muitos momentos, ela tem consciência do que está fazendo…e do que terá que fazer para melhorar. Só não sente real vontade (ou seria necessidade) de tomar atitudes. è um daqueles momentos em que a vida parece congelar…em que aparentemente se está parado em um ponto, mas na verdade se está andando em uma fina linha…que separa a realidade do devaneio, a sanidade da loucura, o positivo do negativo…um passo para o lado e se encontra o desespero. Ela está andando no limiar. Equilibrando-se sem esforços (apesar da imensa vontade de se jogar para algum dos lados e sair da estagnação), pondera sua vida…calcula e racionaliza cada pensamento. É como andar em cima de um muro estreito…mas ao mesmo tempo manter um controle frio e calculista sobre cada passo. As vezes eleva seu pé para fora do muro…mas é só uma exitação, logo retorna a linha.

Qualquer um que pudesse a observar a distância se adimiraria com a cena, muitos invejariam o equilíbrio, outros sentiriam aquele frio na espinha de quem vê um malabarista e sabe que a qualquer momento ele pode errar e cair. Mas isso não é um espetáculo, e ela está indiferente a tudo o que se passa ao seu redor.

Fechada em sua própria mente, lembra de quando oscilava entre os extremos…mas sempre existiram esses momentos…onde tudo parecia terrivelmente sob controle…onde apesar da vontade imensa de reagir, de mudar a ordem das coisas (ou até mesmo de não fazer absolutamente nada e dormir até alguma coisa mudar), ela se obriga a manter o controle e a fazer as coisas que dela são esperadas.
“mas eu queria ficar! eu posso ligar e dizer que estou me sentindo mal!! eu posso ser um pouco irresponsável…pelo menos hoje!”
“não! você vai levantar e vai trabalhar…vai resolver tudo o que tem para resolver…vai fazer de conta que está tudo certo. Você tem obrigações, não pode simplesmente fazer o que tem vontade.”
“mas eu sempre fui assim…livre…eu sempre fiz o que quis.”
“agora não mais…”
“mas…”, então ela percebe que argumentar seria inútil…e a disputa entre suas duas faces se encerra…mas uma vez a face racional ganha a discução.
Na verdade ela queria ter sonhos maiores…queria sonhar com sua família, com seus amigos. Queria sonhar que estava feliz, sorrindo…sonhar com o carinho, com as risadas…até com o amor…aquele amor que ela sabe que existe…que ela lembra de ter visto. Queria sonhar com tudo isso e nunca mais acordar, a menos que estivesse lá novamente.
Abre a janela, vê o tempo horrível e cinza lá fora. O céu deste lugar é deprimente…sai, ganha as ruas sem esforços físicos, mas se sente cansada ainda assim. Várias pessoas passam por ela enquanto caminha, mas ela não distingue rostos. Não lhes dá atenção alguma…é como se fossem vultos sem importância. Pensa em sua vida…em como gostaria que as coisas fossem na verdade, e em como as coisas são. Conclui que elas não são de todo ruins, bem pelo contrário…mas ainda assim não consegue parar de pensar que queria que elas fossem diferentes…melhores.
Enquanto caminha, lembra de sua vida.De seus amores antigos (esquecidos ou não), de seus infortúnios, de seus erros…insessantemente se compara a outras pessoas
“eu não consigo acreditar nisso…porque ela conseguiu e eu não? como ela pode ter realemnte mudado tanto?”
“mas pelo menos você sempre foi sincera, e se manteve fiel a quem sempre foi.”
“e todo aquele amor, como eu me odeio por tê-lo sentido…será que estas lembranças nunca vão me deixar? será que esta sombra de sentimento remanescente em meu coração nunca vai sumir?”
“ele nunca te pediu por amor, mas ao menos você sabe que o que sentiu foi verdadeiro.”

E assim segue, tirando conclusões diversas sobre coisas que nunca conseguiu racionalizar…até chegar naquele momento crucial, em que se lembrava de seus traumas passados, seus medos, suas crenças…seus problemas.
“Sempre teve algo errado, desde o começo…eu nunca consegui identificar o que era, mas sempre senti algo errado em mim.”
“pra quem sempre teve algo errado, até que você foi bem longe, não acha? conquistou quase tudo o que quis e sonhou.”

Com esta conclusão decidiu que apesar do Sonhar ser encantador, preferia continuar concretizando sonhos no mundo desperto…e concluiu que andar no limiar não era tão ruim assim…Seguiu em frente e decidiu parar de questionar o passado e simplesmente viver o presente para poder vislumbrar um futuro.

Published in: on at 10:11 am Leave a Comment

A espera…

Esperei pacientemente por dias…e olha que nem sou tão paciente assim.
Por alguns momentos não conseguia me afastar do telefone…aguardava inquietamente…’será que não tocou?’, ’será que não ouvi?’…’e se eu ligasse?’…mas não…eu resisti! não era meu dever…deveria ser sua cortesia.
No primeiro dia, de tanto esperar, fiquei até doente…decidi dormir para ver se passava.
Passaram se dois, três…quatro…já acreditava que não deveria mais esperar…e quando tinha perdido a esperança…o telefone apitou!
Por um momento fiquei sem ar…congelei meus movimentos…olhava introspectiva para o pequeno aparelho em cima da minha cama…pensei ‘não deve ser!’…lentamente estiquei meu braço e peguei o telefone…abri-o…’1 mensagem recebida’…e seu nome…meu sangue congelou enquanto meus lábios se abriam em um agradável sorriso.
Li atentamente cada palavra da mensagem, atentando a cada letra…respirei fundo..li uma outra vez…era um convite…aquele convite que eu esperei por tantos dias…olhei para o teto..refleti por um momento…e apertei o botão de resposta.
Levei todo o tempo do mundo, me deliciando com a sensação boa que fluia por todo o meu corpo enquanto eu finalmente escrevia o que tinha esperado tanto tempo para dizer…e quando terminei de digitar, senti-me feliz..e tão aliviada!! o maior sorriso possível em meu rosto…e eu dançava e rodava de felicidade…
Não que tenha sido difícil…mas nunca me senti tão bem quanto me senti enquanto digitava aquelas três pequenas letras…uma de cada vez…aproveitando cada momento…digitando o mais demoradamente possível…uma simples resposta…N-Ã-O…e finalmente estava tudo acabado!! uma semana de tortura, esperando por isso…e finalmente tinha acabado!!!
Então terminei de me arrumar, e sai…sorrindo…e feliz…por finalmente ter tido você exatamente onde eu queria, ali, na palma da minha mão…e ter o poder de simplesmente te negar a minha companhia…ah….como a vida é doce!!!
Sai cantarolando e sorrindo…eu finalmente tinha conseguido…e você nunca mais tentará ter o controle sobre a situação e me negará o que EU desejo.

Published in: on March 27, 2009 at 8:25 pm Leave a Comment

It’s easier not to be wise…

-Calma mulher!! não vai falar mais do que gostaria que as pessoas soubessem sobre você!
-Ahhhhhhhhhhhffffff(suspiro longo)…não…não se preocupe…vou tentar usar meias palavras…pra falar de coisas tão óbvias…mas que só eu entendo…

-Certo! vamos começar então? Por que você decidiu escrever essa conversa?

-Porque quero que as pessoas lembrem de como eu realmente sou quando não estiver mais aqui…que saibam como eu penso…ou seria para que eu não esquece como sou agora?

-Segunda-feira é seu aniversário…essa época do ano costuma ser diferente para você…como está se sentindo?

-Juro que nunca me importei tão pouco com isso…é tanta coisa acontecendo que nem tive tempo de pensar em fazer mais um ano ainda…acho que realmente não importa, o que importa é como tenho vivido.

-e você tem estado feliz?

-felicidade…é relativo, sabe? depende de como você define felicidade…não, espera! na verdade não depende não…só depende de como eu vejo isso…e sim, tenho estado muito feliz!  mesmo quando alguma melancolia aparece pra me lembrar de quem eu realmente sou…mas faz parte! ser feliz não é estar sorrindo sempre…é dar valor ao que se tem.

-hmm…interessante. Mas ainda assim alguma coisa te incomoda…certo?

-Sim…sonhos…alguns sonhos recorrentes…coisas bobinhas…simples na verdade…nada que envolva monstros, o fim do mundo, fugas…

-E por que eles te incomodam então?

-Porque me mostram o quanto eu tenho tentado me enganar…e enganar a várias pessoas pelos mesmos motivos…talvez eu consiga convencer alguém do que estou dizendo, mas no fundo é muito óbvio que é uma grande farsa…e eu consigo acreditar em mim mesma acordada…mas dormindo…sabe, não tem como…é como se minha cabeça me obrigasse a ser sincera…pelo menos comigo mesma.

-E como você pretende reagir a tudo isso?

-Ah…logo passa! Quero dizer, estou indo embora…em poucos dias…deveria ter mais coisas na minha cabeça agora do que eu realmente tenho…mas eu só tenho pensado nas pessoas de quem gosto e no quanto eu quero aproveitar cada momento possível com elas antes de ir.

-Eu entendo que você está bastante confiante de sua partida, é verdade?

-Bom…sim…e não….hahaha…na verdade é impossível não sentir algum medo, sabe? acho normal me preocupar…eu estou indo embora prum lugar onde não conheço ninguém…mas eu vivo!hahaha…eu sei que vai dar tudo certo e que vou me virar bem…e, meu! é uma coisa que eu queria muito…eu batalhei bastante pra conseguir tudo isso…mas seria ridículo se eu não me preocupasse nem um pouco, nem que fosse só pra seguir o protocolo..hahahaha

-De certo modo não deixa de ser uma fuga…certo?

-Bom…nem sempre se trata de fugir, sabe? Eu finalmente estou feliz com quem eu sou…aprendi a me aceitar…a me conhecer melhor…não estou fugindo de nada não…acho que essa fase de ter que correr pra outro lugar, fingir ser quem eu não sou e fazer de conta que os problemas não existem ficou no passado.

-ahhm…mas então você assume que isso já ocorreu!

-´Já…e mais de uma vez…

-E para onde você ia nessa situações?

-Para um lugar onde eu diariamente almejo estar…sinto muita saudade! Um lugar que vai sempre ter cheiro de boas memórias…de acordar tarde e ver a cozinha a todo vapor…das conversas na sala depois do almoço…dos passeios no centro…de ser apresentada e exibida orgulhosamente para todos os conhecidos…é bom saber que você orgulha alguém, sabe como? Dos lanchinhos nos melhores lugares, cada dia um! Do narguilé a tarde com os amigos…da piscina no calor…das baladinhas e festinhas…de sentar no degrau da calçada e observar a cidade…é tanta coisa…queria poder estar lá agora dando tchau para todos eles…

-E alguma vez você disse tudo isso pessoalmente?

-Ah…então…eu sou relapsa…vc sabe…faz mais de mês que não telefono pra dizer que eu estou viva…que não mando notícias…quando eu não estou lá parece que eu fujo…parece que as duas coisas não se encaixam…mas no fundo eu sei que todos eles sabem o quanto eu os amo e quanta saudades eu sinto….e eu sei que é recíproco…mas a vida é assim…a minha é aqui, a deles é lá…e felizmente por vezes elas podem se encontrar.

-Se tivesse alguma coisa que você pudesse fazer quanto a isso…o que seria?

-Eu faria com que lá e cá fossem mais próximas!!hahahah…traria a cidade aqui pro lado, pra poder ir sempre…estar lá nos fins de tarde depois do trabalho!!! e dormir vendo a estátua iluminada!!

-E quando você vai até lá?

-Infelizmente acho que não poderei me despedir! o tempo vôou mais rápido do que o esperado…estou me sentindo mal com isso.

-E com relação as coisas por aqui?

-Ah…tenho sido negligente, pra variar! tanta gente que eu amo e não tenho encontrado…mas é sempre assim, cada um tem seus afazeres…cada um tem sua rotina…nem sempre podemos estar perto de quem a gente ama.

-Compreendo! e existe mais alguma preocupação? algum pesar?

-Ah sim, claro! Dá medo, sabe? as coisas são tão efêmeras…nunca se sabe o que pode acontecer…quem ainda vai estar por aqui e quem não mais quando eu voltar…se eu voltar…sabe como é? Um ano né! muita água vai rolar por baixo dessas pontes…dá medo, mas ao mesmo tempo não existe nada que possa ser feito…as coisas que têm que acontecer acontecem independente de onde se esteja! Eu sei que quando voltar tudo vai estar diferente…as crianças vão estar maiores…eu vou ter perdido alguns momentos bonitos, outros complexos…ao mesmo tempo que quem ficar por aqui também vai ter que apenas acompanhar de longe as mudanças que ocorrerão em minha vida…mas o que realemnte importa é que no final vai ter valido a pena, sabe? Eu creio que não voltarei a mesma…mas que a essência não muda nunca.

-Tem mais alguma coisa que você deseja falar?

-Hmmm…sim! Que eu não pretendo sumir do mapa, e espero que as pessoas também não o façam!!hahaahha…e que se alguém teve paciência de ler essa baboseira até aqui, primeiramente me perdoe se eu tenho sido negligente e relapsa…mas eu tenho tentado (e conseguido) melhorar! E também agradecer por tantas coisas boas que várias pessoas tem feito por mim sem nem saber…tenho me compreendido melhor…e vejo a vida com outros olhos, e tudo isso é por coisas que tenho vivido nos últimos dias…bom, aguardem!! hahahaha…logo envio mais notícias…e precisando…’estamos aí!’…hahaha

Published in: on January 29, 2009 at 12:57 pm Leave a Comment

Ser feliz.

É engraçado o quão persistentemente as pessoas procuram a felicidade em coisas que não tem…felicidade está sempre associada a um sem número de coisas ligadas a um número ímpar de possibilidades e impossibilidades e cada possível deslize na realização de cada uma dessas causa uma catástrofe na vida alheia…

Não condeno…se há alguns meses atrás alguém me perguntasse se eu era uma pessoa feliz…acho que a resposta seria exitante…mas agora, observando minha vida, posso assumir que sim, eu sou uma pessoa feliz. E digo mais, minha felicidade não está associada a conseguir ou não coisas. Aprendi a ser feliz por me sentir bem com coisas que tenho, que estão em meu alcance, que são corriqueiras. Não imponho mais coisas do tipo ’se eu tiver isso serei feliz!”…eu não preciso esperar por nada para ser feliz, eu posso simplesmente ser feliz com o que já tenho e buscar coisas que melhorem ainda mais minha situação.

Creio que deva muito disso as situações difíceis por que passei no último ano…as oportunidades que agarrei sem nem saber porque e principalmente as pessoas maravilhosas que sempre estiveram em minha vida…e também as pessoas novas que deixei entrar.

Relacionamentos…é estranho como complicamos as coisas…sempre me acreditei como uma pessoa solitária…nunca quis ‘depender’ de ninguém, nem confiar completamente…de repente aprendi que se pode contar com as pessoas sem necessáriamente depender delas…que chances devem ser dadas e resultados maravilhosos saem disso. E mais…quanto mais você permite que as pessoas se aproximem de você, e quanto mais você as cativa, mais pessoas boas começam a aparecer…parece auto-ajuda, eu sei…

Retomando o passado…eu sempre fui relapsa com as pessoas…sempre negligenciei amigos, não dei valor a telefonemas e pouco me importava por quanto tempo eu desaparecia. De repente você percebe que as coisas não tem que ser assim…que a felicidade mora exatamente nos momentos mais bobinhos da vida…é naquela sessão de fotos no museu, naquele filme na sua casa de madrugada, naquela balada onde todo mundo bebe demais e esquece depois.

Hoje eu percebo o quanto é bom amar os amigos. Um amor daqueles puros, onde não se espera nada em troca. As duas únicas coisas que importam mesmo é que o outro esteja feliz e que você possa fazer parte da vida dele…é a reciprocidade…a cumplicidade do riso, a partilha do choro, a divisão de preocupações. Hoje percebo o quão importante é colocar esse amor em palavras…as pessoas não simplesmente descobrem o que você sente…e por mais óbvio que seja, ouvir sempre traz uma sensação de aconchego…uma segurança a mais. Não tenho mais vergonha de admitir que sinto saudades…nem de correr atrás de quem se afasta (com ressalvas, claro, o mportante é manter o contato, mas de novo, deve haver reciprocidade). Agradeço todos os dias, quando acordo e quando vou dormir, por cada uma das pessoas que existem em minha vida. Aprecio cada momento junto com elas.

Por vezes gosto de apreciar calada…para guardar cada momento em uma memória eterna…para ver a beleza de tudo o que ocorre ao meu redor, compreender o real valor das coisas. Ultimamente isso tem sido frequente…olho com aquele olhar melancólico de quem sabe que vai embora em breve…e também com a felicidade de quem tem certeza de que na volta as pessoas continuarão aqui, de que não importa o quanto tempo ficaremos fisicamente afastados, quando voltar será como se tivessem sido apenas segundos. Eu sei que nem todos serão pra sempre…infelizmente a vida é assim…mas eu sei que alguns serão…sempre…imutáveis. Também faz parte da felicidade saber deixar as pessoas irem quando a hora delas chegar…

Voltando ao início desse post, hoje considero difícil ser uma pessoa solitária, ainda mais por carregar tantos em meu coração. (sim, tantos…existem várias pessoas muito importantes em minha vida…e mais de um amigo verdadeiro…me sinto abençoada por tal).

Dedico este post a todos os meus amigos.(sem vocês não existiria felicidade).

Published in: on January 14, 2009 at 1:29 am Comments (10)