diálogos ao vento

-Vó…o que é aquilo??
-Aquilo é uma desconstrução, querida.

-Uma DESCONSTRUÇÃO???? e pra que serve isso??

-Para desmontar aquilo que não serve mais e abrir espaço para coisas novas.

-Mas e quem decide o que não serve mais? e por que não serve mais?

-nada disso importa, minha querida…o que importa é que tem algumas coisas que precisam ser desconstruídas para que outras possam surgir…ou mesmo para que possamos entender como elas são feitas e…

-e depois, se elas forem remontadas nunca mais serão as mesmas certo?

-…certo.

Published in:  on October 21, 2009 at 6:52 pm Leave a Comment

Sonhos hipotérmicos

Frases dispersas, palavras que se perdem ao vento, a vida que segue fluidamente passeando aqui e ali nas mais diversas e improváveis direções.

As coisas que foram…aquelas que eram e já não são mais. Lembranças…lembranças de um verão não tão distante assim, de dois verões nem um pouco distantes e eu…eu aqui de novo….

Frases desconexas. A linearidade é um tédio simplista. Devaneio…filosofo um tanto…sorvo o ar gelado em pequenos goles, como se bebesse o mais quente dos chás. O frio gélido finalmente chegou…A pele seca…mais e mais branca a cada dia…morbido é uma palavra engraçada.

E quando estou bêbada eu tento enteder tudo…eu tento entender o mundo…mas não quando estou sóbria…não…eu não gosto de questionar ou solucionar problemas…deixe que eles se vão assim…

Balbuciar palavras não mais usadas…é a saudade sem o banzo…ou nem isso mais seria?

Paro, penso…dispenso.

Descartar as últimas idéias é sempre fácil. O telefone não funciona mais direito….não sei em que pensar…leio e releio os textos antigos…me sinto triste por saber que nada daquilo mais existe…já foi, passou.

Tudo mudou não? como não mudaria? Eu vivi muitas coisas boas…boas mesmo…mas agora é hora de selecionar aquilo que fica e seguir em frente…e eu não posso carregar muita coisa comigo. Uma vez tudo aquilo foi importante…uma vez tudo aquilo foi grande demais…aquilo era minha vida…mas passou…acabou…duvido que algum dia as coisas voltem a ser as mesmas…a vida mudou com o vento.

Das antigas paixões algumas restam. Algumas coisas nunca mudam…umas enfraquecem enquanto outras forltalecem…algums morrem enquanto outras nascem. Mas o que marcou vai ficar para sempre…seja nas marcas físicas ou no fundo das minhas lembranças…a memória nunca morre.

Não é que eu esteja triste…ou muito menos que eu não esteja feliz. É só que a realidade mudou muito…e aquilo que me fazia rir freneticamente hoje causa apenas um pequeno e contido sorriso…quando muito.

Eu vou voltar em algum tempo…eu tenho que voltar…não é que eu precise…mas…o que tiver que ser será.

e até lá terei sonhos hipotérmicos embalados neste sono de inverno…e quando a neve finalmente chegar, espero que eles se congelem de vez, e que toda essa turbulência se transforme em um pouco de silêncio branco.

Published in:  on October 18, 2009 at 12:40 pm Comments (1)

Mal di testa ricorrente…

I’m NOT like them, I CAN’T pretend and I wanna go back to a live that doesn’t exist anymore.

em soma…quando eu voltar tudo vai estar diferente..e eu não saberei mais o que é casa…nem o que é casa…nem nada disso mais.

E eu descontrui todos os conceitos que eu tinha…e eu não sei mais nada como eu sabia antes.

And everyday I love you less and less…

e sei lá…é isso…nada de bom.

Published in:  on September 30, 2009 at 9:56 pm Leave a Comment

And so it is…

“there is something I must tell you…is that i’m gonna run away…but no one cares today ’cause all the people say…run away, ’cause i’ll never gonna find my way, all they say that i’ll never gonna find my way and today, the only thing i do is pray…the only thing i do is…i can’t stay, ’cause i’ll never gonna find my way…’

Escrito em 2001, quando eu tinha 14 anos. É estranho, eu sempre quis fugir…e agora que eu tô fugida, pra onde eu vou?

Tem coisas que eu não quero escutar, porque elas machucam…don’t speak e enjoy the silence…

Tem coisas que eu não quero ver porque elas doem.

Tem coisas que eu sonho…e nos meus sonhos elas são terrívelmente boas, apesar de não serem realistas, e quando eu acordo…eu fico completamente atordoada…ainda não descobri se é porque eu gostaria que fossem verdade…ou se é porque elas parecem tão reais que quando eu acordo parece que elas foram tiradas de mim.

e eu tenho sonhado muito!

Eu queria conseguir me esconder…fugir para o mundo de sonhos lindos. Mas a única verdade é que eu não sei do que eu quero me esconder. A vida está boa…indo de bom a melhor…e ainda assim não está certa.

E ainda assim eu não me cejo mais em mim…cadê a menina que estava aqui? cade a confiança? aquela certeza de algumas coisas? simplesmente não existem mais.

eu queria escrever coisas boas. textos cheios de borboletas e pequenos furtos delirantes…a única verdade é que minha realidade parece sólida como um muro de concreto…e insólita como um travesseiro de nuvens ao mesmo tempo. as vezes parece que eu estou brincando de corda bamba em uma estrada com metros de largura. Outras parece que eu estou plenamente equilibrada nos limites de um fio de nylon…e aí? onde está o equilíbrio…as vezes eu queria simplesmente cair para algum lado ao invés de ficar pendendo entre partes sem nunca atingir um ponto fixo.

Eu não entendo mais nada…e nem sei exatamente o que deveria entender…então…let it be.

Published in:  on September 29, 2009 at 8:11 pm Leave a Comment

hopeless…

e eu lembro de um remoto dia distante quando eu podia muito mais do que eu posso hoje…na época eu não pensava assim, mas era verdade…ou seria esta só mais uma ilusão para transformar os dias passados em algo com mais algum valor?

Espelho, espelho meu, seria a realidade que você reflete realemnte distorcida ou será que eu havia distorcido as coisas pra melhor tempos atrás e só agora volto a enxergar com clareza?

As vezes eu me sinto assim, invisível, como aquilo que está ali na sua frente mas você é incapaz de ver. As vezes eu sinto o oposto, uma coisa tão grotesca que é melhor fingir não ver. E na maior parte do tempo eu me sinto apenas uma pessoa tão absolutamente sem graça que nem teria um porquê de se olhar.

As vezes eu questiono se um dia ele teria gostado de mim. Se as coisas fossem diferentes…se ele também acharia que tinhamos tudo em comum. Acabo concluindo que não…eu odeio as minhas conclusões. As vezes eu acho que fico fantasiando para evitar pensar no óbvio. As vezes eu acho que subestimo, menosprezo…as vezes eu acho que tenho certeza absoluta! intuição feminina de que tudo vai dar certo!! em vão…minha intuição é nada mais do que desejos inconscientes. Nunca vi alguém errar tanto quanto eu.

E dai eu questiono…sempre questionando os porquês de ser assim e não diferente. Um dia eu deveria me conformar, aceitar meu destino e…parar de lutar contra o que eu sou de verdade. Mas é difícil tomar esse tipo de atitude. E eu questiono porque as pessoas podem ter o que eu não tenho. O que eu fiz de tão ruim ou tão errado pra isso…eu não tenho sorte em alguns aspectos.

As vezes eu acho que meu destino está fadado a várias coisas boas, sucesso no trabalho, muita construção…solitária. Em nenhum momento consigo pensar em alguém com quem dividir tudo o que eu conquistar. Conquistas vazias, penso eu.

Mas nada disso tem real importância. Eu estou vivendo bem…eu deveria estar feliz. Mas acho que dentro de mim, alguma coisa vai muito errado. Eu simplesmente não sei ser feliz e aceitar isso. PArece que eu tenho que estar em eterno sofrimento, ou as coisas não estão certas.

Enfim, este é o resumo! e Ele que pare de aparecer com meninas lindas de um jeito que eu nunca vou ser na minha porta!

Published in:  on September 21, 2009 at 9:50 pm Leave a Comment

Cada coisa em seu lugar

“mudaram as estações, nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu, tá tudo assim tão diferente…se lembra quando a gente tentou um dia acreditar, que tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre sempre acaba. Mas nada vai conseguir mudar o que ficou, quando penso em alguém, só penso em você, e ai então, estamos bem. Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está, sem desistir nem tentar, agora vamos lá, estamos indo de volta pra casa…”

Na verdade muita coisa mudou…muito mais do que eu consigo entender. Além das revoluções de duas casas novas, um monte de novos conhecidos, algumas novas amigas (que espero que durem muito), muitas viagens, novo trabalho, nova realidade. Conhecer muita gente e deixar todo mundo ir embora sem manter quase contato nenhum, ainda tem todas as mudanças internas…que continuam a me surpreender continuamente.

A última foi que, depois de muito sofrer em vezes anteriores e coisas do tipo, eu constatei que uma coisa muito grande e importante acabou. simples assim, acabou. Por mais que eu tente ficar triste, por mais que eu ache que deva chorar, eu simplesmente não consigo. Estou não conformada, mas convicta. Não é uma tristeza, é uma constatação. Eu nunca imaginei que isso um dia na vida ia acabar, não assim.

Alias, acho que eu estou muito mais esclarecida com relação a um milhão de coisas, muito mais comedida em outras, e simplesmente muito mais conformada em ainda outras. As coisas simplesmente são assim, elas acontecem, e sempre existe um porquê.

Na verdade o que eu quero dizer com tudo isso é que eu acho que aprendi a me desapegar…se isso é bom ou ruim ainda não descobri…é o velho ‘let go’…é estranho, mas aconteceu e assim foi.

Agora deixa eu voltar aos meus textos sem sentido!

interrompemos este comunicado para o retorno da programação padrão!

Published in:  on September 20, 2009 at 8:49 pm Leave a Comment

tic tac tic tac tic…

E passam as horas, e os minutos, e os segundos numa infindável sucessão… Repetições cíclicas.

Errar é humano, perdoar é divino e o amor é sublime…ahhh o  amor! (suspiros). Existe também o romance…uma bela invenção…ahhh romance faz parte do subjetivo coletivo…subjetividade para as massas. O ser humano, sempre em busca de algo…o alter sempre em busca do ego, eros em eterna procura de sua amada psique.

Recomeçando: errar é humano, perdoar é divino, amar é sublime, romance é humano, trabalhar é desumano, e a noite estrelada é celestial.

E passam os dias, e as semanas, e os meses, numa infindável sucessão de anos. E o que era já foi e o que foi já não é mais.

As coisas tem sempre que fazer sentido, temos sempre que atribuir significado a tudo…vamos significar o mundo!! E atribuir funções…vamos distribuir significantes…e deveres, e direitos, e vontades, e sonhos a serem realizados…

Batalha! Trabalha! Conquista! Faz! Luta! Briga por aquilo que quer!e acorda no outro dia de manhã em sua cama após todos esses sonhos desagradáveis.

Ser feliz mesmo é escolher o que fazer…e eu escolho…(ser petulante o suficiente para escolher o que eu acabei de decidir).

Mas quanta petulância!! Quem você pensa que é?? Quanto egoísmo da sua parte…lembra, temos que fazer parte do todo, respeitar o próximo e ajudar a comunidade…fazem parte da comunidade todos os membros da sua sociedade…e…COMO ASSIM NEM SEQUER SABE O NOME DE SEU VIZINHO??

“Prazer, Epithumia!” Agora, que fomos devidamente apresentados eu gostaria de lhe mostrar minha coleção de…O QUE??? É muito tarde…tenho que correr…com licença!

E a mente flui como um passarinho de asas muitooooooooo grandeeeeeeeeees!!! Voa alto…vai e conquista a liberdade.

Do grande poder de abstração, e pelo direito de não fazer sentido nenhum! E pelo dever para com a mente efêmera e inquietante! Acaba por aqui mais esta transmissão,

Uma boa vida!

Published in:  on September 14, 2009 at 3:40 pm Leave a Comment

Frase do dia

Eu não te amo do jeito certo, eu não te amo do jeito errado, eu simplesmente te amo (e ponto).

Published in:  on July 18, 2009 at 5:03 am Leave a Comment

..here we go again…

Todo dia ela acorda sem vontade de acordar, por mais conturbados que seus sonhos sejam. Todo dia ela levanta sem querer sair do calor de suas cobertas. Difícil saber onde é casa…se sente um pouco visitante de seu próprio quarto. Estranha tudo aquilo que lhe era familiar até pouco tempo atrás.
Depois de alguns sorrisos aos entes queridos que encontra em seu caminho, e ainda com enorme dificuldade em se habituar com suas rotinas…parece que o mundo oscila ao seu redor, mas nunca a tangência.
Estranhamento…não consegue ficar parada por muito tempo, tenta recuperar os velhos costumes…é difícil mas nem tanto. Esquece das obrigações.
Tenta lembrar de cada coisa que lhe é pedida, sem questionar muito, tenta atender a cada pedido, tenta não esquecer nada, tenta ser perfeita.
Não, não é hora de decepcionar ninguém…ela quer mostrar que mudou para melhor. seria verdade? não, acho que ela não mudou muito além do fisicamente.
Olha o telefone…pensa um pouco, suspira, disca os números sem nem mesmo questionar o que faz…uma, duas, três ligações diárias. Só gostaria que em algum momento o número discado fosse o dela…falta de reciprocidade cansa. Mas ela continua tentando. As vezes as pessoas só querem ser mimadas…só isso. Ela passou seis meses longe…seis meses sem nenhum deles…seis meses em que ela fez novos amigos, que a ajudaram, que a mimaram…mas ainda assim ela gostaria de chegar em casa e receber um pouco de atenção ao invés de atender as cobranças e carências alheias…respira fundo, sorri e faz de conta que nada aconteceu.
Pela primeira vez na vida ela está doente em casa e se cuidando sozinha. O senso de independência vem de mãos dadas com a sensação de anulação. Até onde alguém pode se anular para agradar ao próximo? Fazer-se transparente, invisível, insípida…não ter gostos nem vontades, não ter opiniões. Olha no espelho, e apesar de gostar do que vê, não se reconhece…as vezes não vê nada…nem resquício.
No lugar da obra em criação vê a tela branca…as cores parecem sumir aos poucos. As palavras ásperas corroem a alma assim como os ouvidos.As lágrimas quentes se escondem por trás das órbitas enquanto os lábios improvisam um sorriso qualquer.
Ela não sabe mais o que sente, desconhece seu lugar verdadeiro…onde seria casa? o que seria rotina? quem seriam as pessoas de quem ela sentiu tanta falta?
A lembrança do sentimento não correspondido e sem esperanças de futuro corroem seu coração enquanto alguns brincam com o nome…até onde alguém pode viver de amor por amigos? até onde alguém pode deixar de lado a importância de um relacionamento possível? até quando esperar?
Pensa com ela mesma que nada nunca deveria ter acontecido e finge que está feliz com as coisas como estão. Faz de conta que ele a entende como antigamente, e se agarra a alguém desejando poder fazer o mesmo com outra pessoa…quem sabe um dia. Enquanto sonha com tudo isso ela segue…sem sonhar de olhos abertos…dormir mais uma noite…um dia quem sabe tudo se encaixe.
Quando ela partiu acreditava que estava deixando a perfeição, agora ela não sabe mais o que define o seu conceito de perfeição.

Published in:  on July 17, 2009 at 5:08 am Leave a Comment

personality test

o.O

Your Results:
Disorder Rating Information
Paranoid: Low
Schizoid: Low
Schizotypal: Moderate
Antisocial: Moderate
Borderline: Very High
Histrionic: Very High
Narcissistic: High
Avoidant: Moderate
Dependent: High
Obsessive-Compulsive: High

Published in:  on May 24, 2009 at 10:44 pm Leave a Comment