…tic tac tic tac tac tic…um incontável sem número de horas passa e eu aqui. Fito esta tela insólita como quem olha sem ver nada…é como se minha visão a ultrapassasse. Um dia moroso…sem sobra de dúvidas. O tempo lá fora continua modorrento…chove…venta…faz frio…um frio inacreditável para essa época do ano…par e penso. Quando era mais nova adorava essas doas palavras com M…moroso e modorrento…sempre buscava usá-las…era como eu sentia minha vida…uma boa definição.
Devaneio…volto a lentidão do meu espaço tempo…é tudo branco…é um turbilhão de paz…não sinto vontade de fazer nada…mesmo sabendo de todas as minhas obrigações. Não…não sinto vontade nem de pensar (e nesse momento começa a ficar difícil escrever em português sem incluir palavras italianas).
Penso na minha casa…nas minhas casas…todas elas. Um cobertos, uma xícara de chocolate quente e um filme…hmmm seria genial…e também poderia ter o…como se chamava mesmo? O pensamento escapa…as idáias vem e vão sem muito esforço. Minha concentração é similar a de um bebê de 4 meses…meus olhos não se fixam no mesmo lugar por mais de 3 segundos. E em nenhum momento surge a empolgação…Será que hoje eu conseguirei…mais um pensamento se vai sem se concluir…acho que nunca o retomarei.
Ao meu redor vejo as pessoas concentradas em seus computadores…o som de teclas e mouses insessante…quando foi que eu devidi que seria assim mesmo?…mudo a página. Agora cairia tão bem um belo livro e um chá quente…mas eu gosto de chá? não me lembro.
E mais um dia se passa em 10 minutos…e mais 10 minutos levam um dia para passar.Logo será hora do almoço…penso na cidade lá fora…nas pessoas com seus guarda-chuvas…no cinza do céu e nas gotas a se precipitar…se as gotas pensssem, no que pensariam? aposto que elas fariam apostas sobre atingir as pessoas e…devaneio…
Ah sim! ele me respondeu…depois de tanto tempo, de tantas tentativas…quem sabe se deva mesmo bater várias vezes na mesma porta e…passou.
Dentro do peito caarrego esse sentimento…penso em seus rostos…suas vozes…lembro de seus perfumes…e…é tudo tão intangível…é quase como se eu pudesse tocá-los..é quase como se eu…mas fica no quase…eternamente quase…até eu esquecer…já se passaram 2 meses e meio…nossa, mas já faz mais de um ano…nossa, mas parece que foi ontem. E o que é que determina o tempo mesmo?
Quando era criança, nunca quis um pônei. Na boca o amargo proveniente do pós-doce…é quase hora do almoço…se eu me esforçar umpouco posso entender o que eles dizem…é quase hora do…minha mchila…tudo está molhado dentro dela…minha agenda…meu passaporte…meu permesso…MEU DEUS ESTÁ TUDO MOLHADO!!…respiro ofegante…devaneio.
Devaneio
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Hahahahaha gostei. Esse final “meu deus está tudo molhado” foi muito surpreendente.
Tipo um chacoalhão! hahaha
amo vc
beijos