Frases dispersas, palavras que se perdem ao vento, a vida que segue fluidamente passeando aqui e ali nas mais diversas e improváveis direções.
As coisas que foram…aquelas que eram e já não são mais. Lembranças…lembranças de um verão não tão distante assim, de dois verões nem um pouco distantes e eu…eu aqui de novo….
Frases desconexas. A linearidade é um tédio simplista. Devaneio…filosofo um tanto…sorvo o ar gelado em pequenos goles, como se bebesse o mais quente dos chás. O frio gélido finalmente chegou…A pele seca…mais e mais branca a cada dia…morbido é uma palavra engraçada.
E quando estou bêbada eu tento enteder tudo…eu tento entender o mundo…mas não quando estou sóbria…não…eu não gosto de questionar ou solucionar problemas…deixe que eles se vão assim…
Balbuciar palavras não mais usadas…é a saudade sem o banzo…ou nem isso mais seria?
Paro, penso…dispenso.
Descartar as últimas idéias é sempre fácil. O telefone não funciona mais direito….não sei em que pensar…leio e releio os textos antigos…me sinto triste por saber que nada daquilo mais existe…já foi, passou.
Tudo mudou não? como não mudaria? Eu vivi muitas coisas boas…boas mesmo…mas agora é hora de selecionar aquilo que fica e seguir em frente…e eu não posso carregar muita coisa comigo. Uma vez tudo aquilo foi importante…uma vez tudo aquilo foi grande demais…aquilo era minha vida…mas passou…acabou…duvido que algum dia as coisas voltem a ser as mesmas…a vida mudou com o vento.
Das antigas paixões algumas restam. Algumas coisas nunca mudam…umas enfraquecem enquanto outras forltalecem…algums morrem enquanto outras nascem. Mas o que marcou vai ficar para sempre…seja nas marcas físicas ou no fundo das minhas lembranças…a memória nunca morre.
Não é que eu esteja triste…ou muito menos que eu não esteja feliz. É só que a realidade mudou muito…e aquilo que me fazia rir freneticamente hoje causa apenas um pequeno e contido sorriso…quando muito.
Eu vou voltar em algum tempo…eu tenho que voltar…não é que eu precise…mas…o que tiver que ser será.
e até lá terei sonhos hipotérmicos embalados neste sono de inverno…e quando a neve finalmente chegar, espero que eles se congelem de vez, e que toda essa turbulência se transforme em um pouco de silêncio branco.



Linda, genial e profunda como sempre. E dessa fez terrivelmente sinestésica. Te amo!