Depois de muitos dias pensando e repensando coisas para escrever neste blog, eis que finalmente retorno com um texto.
Estava eu, nesta noite curitibana após um longo dia de leituras científicas, cazzegiando um pouco e pensando em buscar conforto em um copo de leite morno com canela quando me deparo com um texto do meu querido amigo R.F. (mais exatamente esse aqui: http://milordgolitoviajante.blogspot.com/2012/01/depois-de-ler-um-texto-sobre-solidao.html). Alguns dias atrás li também um outro texto sobre a culpa feminina…e ontem ainda conversava com meu amado L.C. sobre as relações líquidas do mundo pós moderno.
E o que tudo isso tem a ver? Calma, vamos por partes.
Em nosso mundo tão cheio de contatos e redes sociais e amigos de balada encontramos um número imenso de pessoas solitárias. É reclamação constante por todas as partes do mundo internético. Um monte de pessoas como eu, como você (sim,você!) em busca de algo que preencha um vazio que aparentemente sempre esteve ali. Algumas pessoas, como o R.F., optam por encarar de alguma forma esse vazio e esperar que as coisas melhorem.
Outras se envolvem em relacionamento vazio seguido de relacionamento vazio e se afundam em culpas dos “e se..”, e é uma sucessão infinita de suposições de que se algo tivesse sido diferente…Como me identifico bastante com esse grupo, vou dizer o que aprendi nos últimos tempos: às vezes não existe culpa. Às vezes nada do que você tenha feito tenha sido errado, e provavelmente nada que você fizesse diferente ia mudar a situação. Nem tudo na vida funciona, e o motivo não precisa ser algo que uma pessoa fez, existem tantos fatores influenciando relações que o melhor que pode ser feito e não sentir culpa. E não ter nenhuma vergonha disso. Deu certo pelo tempo que deveria, depois não deu mais, e aí a vida segue e é melhor se for sem paranoia.
Toda vez que penso nesta solidão, concluo que ela ocorre porque estamos eternamente procurando no próximo o que não temos em nós…e adivinha só! ninguém vai completar aquilo que falta em você. O importante é aprender a gostar das coisas que estão aí e dar menos valor as que não se encontram…ou ir em busca de conquistar aquilo que falta…sozinho, e só então ir procurar um outro que adicione várias coisas legais as suas vivências, mas que não tem a pretensão de te completar.
Sobre as relações líquidas, dizem que quanto mais acesso a informação e comunicação temos parece que menos capazes de efetivamente comunicar ficamos. Hoje em dia as coisas são muito mais fáceis e acessíveis do que antigamente. Esse excesso de coisas ao nosso redor aparentemente nos faz ficar cada vez mais perdidos. Então bate a solidão. Surgem ordas de pessoas que tem tudo, mas ainda assim vivem na falta de algo. Pessoas que não criam mais vínculos profundos e duradouros, que não tem mais um propósito claro de vida. E daí vem o vazio, a solidão, a vontade de apego mas com a falta de comprometimento, dai vem as tentativas frustradas de fazer que tudo dê certo, e quando não dá, vem a culpa.
E no meio de tudo isso vestimos nossas máscaras, talvez porque seja mais fácil não deixar que as coisas nos afetem de verdade e não ter que assumir reais responsabilidades pelos nossos atos, pelos nossos sentimentos. É mais fácil entrar em negação e mostrar ao mundo a cara que gostaríamos de ter. É mais fácil escondermos nossas culpas e nossa solidão do que compartilhar com outras pessoas que talvez sintam o mesmo.
Éééééé, meu, bem isso! Faço suas as minhas e minhas as suas e um pouco de cada e tudo junto e misturado. xD
No que tange, principalmente, relacionamentos amorosos, o primeiro e mais fundamental erro que gera as ditas decepções está em esquecer que o que se busca num relacionamento é algo que não se tem. A falha em reconhecer esse ‘algo que não se tem’ faz com que a maioria das pessoas jogue no outro a responsabilidade de sanar essa ausência. um relacionamento é um compromisso, não um conto de fadas. E todo compromisso exige respeito e respeitar é enxergar o outro e não “aceitar” o outro como muitas frases bonitinhas por aí pregam. Enxergar o outro é reconhecer em você a capacidade de ajudar o outro a ser melhor e reconhecer no outro a capacidade de ajudar você a ser melhor. Essa é minha opinião pelo menos…
P.S. Gostei do novo visual, não tinha visto ainda…XP